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OCDE: DSEMPREGO E DÉFICE MAIS ALTOS PODEM OBRIGAR A MAIS MEDIDAS

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a taxa de desemprego em Portugal se eleve, em média, a 16,2% em 2013, depois de atingir 15,4% neste ano. Este novo dado traduz uma ampla deterioração das perspectivas de evolução do mercado de trabalho, tendo em conta que, em Novembro, a organização antecipava uma taxa de desemprego inferior em dois pontos percentuais. Os últimos dados do INE cifram em 14,9% a taxa de desemprego no final do primeiro trimestre de 2012.

Em relação à actividade económica, a OCDE mantém a previsão de uma recessão que levará o PIB a recuar 3,2% este ano e 0,9% em 2013 – números mais pessimistas do que os assumidos pelo Governo, que foi acusado pelo Conselho de Finanças Públicas de ser "excessivamente optimista" quando projecta a evolução do cenário macroeconómico.

Com mais desemprego e uma recessão mais cavada, ficam também em perigo as metas de consolidação das contas públicas. Neste ano, o desvio deverá ser residual, com a OCDE a prever um défice de 4,6%, uma décima acima do prometido à troika no quadro do empréstimo externo. Mas em 2013, a derrapagem deverá ser mais acentuada, com a OCDE a prever um défice de 3,5%.

Neste quadro, a primeira recomendação é que Portugal deve manter "implementação rigorosa" de programa da troika. "Implementar rigorosamente as medidas de consolidação orçamental anunciadas e melhorar o controlo do processo orçamental devem continuar a ser prioridades para garantir que os objectivos estruturais são atingidos", lê-se no capítulo dedicado à economia portuguesa do "Outlook" da OCDE.

A OCDE aconselha o Governo a "prosseguir as reformas estruturais nos mercados do trabalho e dos produtos", de forma a "fomentar o emprego e o crescimento da produtividade".

Mas caso se confirmem os desvios orçamentais, o Governo deve estar preparado para fazer mais poupanças. "Neste cenário, cumprir as metas oficiais (...) vai exigir medidas de consolidação orçamental para lá das previstas no programa" da 'troika', lê-se no documento.

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in "Boletim Empresarial" 2012/21 a 25 de Maio

   

 

                 

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